Pesquisa da Unifesp, coordenada por cândido-motense, descobre corante que beneficia cirurgias intraoculares

Facilitar os procedimentos cirúrgicos intraoculares, por meio de uma técnica natural, barata e acessível, que permite visualizar os tecidos microfinos do olho de forma eficaz e segura. Foi com esse objetivo que pesquisadores do Departamento de Oftalmologia e Ciências Visuais da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp) – campus São Paulo, desenvolveram um corante feito à base da antocianina, substância encontrada na fruta brasileira, o açaí.
“O composto, criado a partir de uma matéria-prima da flora brasileira, fica até 20 vezes mais barato do que os convencionais. Além disso, é um antioxidante, possivelmente mais seguro do que os corantes químicos utilizados hoje em dia. Tal resultado, ao ser levado para a saúde pública, é um ganho tanto para os pacientes quanto para os profissionais que dependem das cirurgias vitreorretinianas”, comenta o médico cândido-motense Maurício Maia, coordenador do estudo, professor associado do departamento, médico especialista em cirurgia de retina e um dos profissionais que atendem no Hospital de Olhos Oeste Paulista, o Hoop.
O corante é aplicado na parte interna dos olhos para facilitar a visualização das membranas e dos tecidos transparentes que irão passar por alguma intervenção. A técnica, denominada cromovitrectomia, é usada principalmente em cirurgias de retina (camada mais interna do globo ocular responsável pela formação da imagem) e do vítreo (conteúdo gelatinoso que preenche quase todo o espaço intraocular). “A retina, por exemplo, apresenta estruturas extremamente finas, algumas delas possuem cerca de um milímetro, dividida por 100 partes. É extremamente difícil a identificação intra-operatória, mesmo com microscópios de alta resolução. Os corantes, assim, são fundamentais para facilitar a visualização e realização da cirurgia”, explica Maia.
Os procedimentos operatórios citados são necessários para doenças que comprometem o fundo dos olhos, como retinopatia diabética, buraco macular, membrana epirretiniana, síndrome da tração vitreomacular, deslocamento da própria retina ou do vítreo, entre outros. Patologias com potencial, inclusive, de resultar em cegueira total.

Mais barato
Os corantes utilizados atualmente são a idocianina verde – mais tóxica, triancinolona e o azul brilhante, cujo custo varia entre R$ 200 a R$ 500. Tais substâncias não são capazes de colorir todas as estruturas necessárias para a cirurgia, sendo preciso usufruir mais de uma dose. No entanto, quando aplicadas em excesso, correm o risco de causar atrofias nas camadas da retina. “Nossa busca se concentrou, portanto, em um produto menos tóxico e mais eficiente”, pontua o médico oftalmologista.
A pesquisa iniciou-se em 2010 e analisou mais de 20 opções de corantes naturais de conhecimento indígena – urucum, açafrão, pau-brasil, beterraba, entre outros, utilizados para pintar a pele das tribos. Foram feitos testes laboratoriais de pH, de cor e de adesão da antocianina às membranas intraoculares. O açaí, no caso, manifestou capacidade de tingimento superior, deixando os tecidos mais visíveis, além de não trazer prejuízos aos olhos dos pacientes.
O produto mostrou afinidade na coloração da membrana limitante interna (localizado na parte central da retina onde estão as células responsáveis pelos detalhes e cores da visão) e do vítreo. As moléculas antioxidantes que originam a cor roxeada da fruta, as antocianinas, podem ser, assim, substitutas dos atuais corantes sintéticos.
“Esta descoberta é um exemplo para a ciência de que ideias criativas, utilizando o financiamento público e a universidade brasileira, podem resultar em benefícios para toda a sociedade. A novidade de se utilizar um fruto nacional, extremamente popular no nosso país, para beneficiar os pacientes, é extremamente importante. Acreditamos que essa conquista precisa ser divulgada para demonstrar a competência que o Brasil possui no desenvolvimento de novas ideias e de tecnologias criativas”, justifica Maia.

(Colaborou Assessoria de Imprensa)

Campanha de multivacinação coloca em dia 1083 cadernetas de crianças e adolescentes

A Secretaria Municipal da Saúde de Assis realizou no período de 11 até 22 de setembro a Campanha de Multivacinação, com o objetivo de atualizar as vacinas de rotina de crianças e adolescentes na cidade, com idade a partir dos 6 meses de vida até 14 anos de idade.

Com a intensificação da campanha no dia 16 de setembro, foram vacinadas um total de 758 crianças e 325 adolescentes.

De acordo com Nilsa Leite, da Vigilância Epidemiológica, o objetivo da campanha foi promover a participação dos pais e responsáveis quanto à importância da atualização de todas as vacinas nessa faixa etária.

“A oportunidade continua  e os pais e responsáveis que não participaram levando a criança ou o adolescente durante da Campanha, podem se dirigir a Unidade de Saúde mais próxima e realizar a atualização das vacinas o quanto antes”, ressalta Nilsa.

Para receber a dose de vacinas é necessária a apresentação da caderneta de vacinação.

Mutirão de Papanicolau acontece em todas as UBS

A Secretaria Municipal da Saúde, em comemoração ao Outubro Rosa, realiza no sábado, 7 de outubro, das 13h às 19h, mutirão para coleta de exames Papanicolau em todas as Unidades Básicas de Saúde em Assis.

De acordo com Josiane Batista, coordenadora da Atenção Básica, a ação visa impulsionar a importância dos cuidados com a saúde da mulher, em especial no mês de outubro, quando a intensificação é o combate contra o câncer de mama.

Outras oportunidades para a coleta dos respectivos exames acontecerão no período de 16 até 20 de outubro, quando as UBS atenderão em horários diferenciados, das 18h às 21h.

Com exceção da UBS Maria Izabel, que continua com a coleta de exames Papanicolau no período de 23 até o dia 27 de outubro, durante horário normal de atendimento.

“Estamos ofertando os exames a todas as mulheres, e para atender aquelas que trabalham durante o dia, foi programado horário diferenciado e prorrogação de datas para que todas consigam participar”, reforça Josiane.

UBS recebe médico e pacientes em palestra sobre câncer de mama; diagnóstico e tratamento salvam vidas

Parceria entre a equipe da UBS (Unidade Básica de Saúde) Nova Marília e o Grupo Amigos do COM levou informação e serviço a dezenas de pessoas, durante café da manhã e palestra na sexta-feira (22). A iniciativa é uma das ações locais do movimento “Outubro Rosa” pela prevenção, diagnóstico precoce, acesso ao tratamento e cura do câncer de mama.

A unidade de saúde recebeu o médico Léo Pastori, cirurgião plástico que integra a equipe do COM (Centro de Oncologia de Marília), instalado na Santa Casa de Misericórdia de Marília. Participaram também as voluntárias do grupo, que desde 2011 oferece suporte aos pacientes e familiares.

O médico explicou aspectos do diagnóstico e do tratamento do câncer de mama. Falou ainda sobre o serviço hospitalar onde atua, a criação do COM e o surgimento do Amigos do COM, que empodera os pacientes, familiares e a sociedade em geral para inúmeras questões relacionadas ao combate à doença.

O encontro contou ainda com depoimentos de mulheres que superaram o câncer de mama. Outras que estão em luta contra a doença relataram o processo e mostraram que, com o tratamento adequado, os recursos necessários e apoio da família, é possível vencer esse mal.

Carolline Ramos Lima Matias, enfermeira gerente da unidade, afirmou que o café da manhã atingiu o objetivo. “Precisamos colocar o assunto em evidência, mostrar que é uma doença importante do ponto de vista de sua gravidade, mas que pode ser superada quando dispomos dos recursos necessários. Todas saíram daqui mais bem informadas e certamente essa informação será difundida”, avaliou.

CAMINHADA

OUTUBRO ROSA 2017Para incentivar os eventos, a decoração e iluminação de espaços na cor rosa e as atividades de livre iniciativa, Marília promove neste sábado (30) a “Caminhada Outubro Rosa 2017”, com saída na rua Nove de Julho, em frente ao Camelódromo, às 09h30.

Basta comparecer, preferencialmente, com alguma camiseta ou adereço nas cores rosa ou branco. Haverá distribuição do laço símbolo da campanha. A proposta é uma manhã festiva, com música, animação e muita informação sobre o combate ao câncer de mama.

A ideia surgiu da reunião de dezenas de entidades e organizações, em encontro organizado pela Prefeitura de Marília, por meio das secretarias da Saúde e da Cultura. Os preparativos foram definidos em duas reuniões, coordenadas pela secretária municipal da Saúde, Kátia Ferraz Santana.

Por meio da Secretaria Municipal da Cultura, a Prefeitura de Marília está organizando um calendário unificado para facilitar a divulgação das ações. Entidades, órgãos públicos e empresas que farão atividades relacionadas neste mês podem enviar um e-mail para agendaculturalmarilia@gmail.com e informar nome do evento, data e hora, local, descrição breve da atividade, realização e telefone para mais informações (site ou telefone).

 

Foto: Julio César de Carlis

Médico Mastologista alerta para a Câncer de Mama; ambulatório soma mais de 8,1 mil atendimentos

Todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e unidades do programa ESF (Estratégia Saúde da Família) de Marília são porta de entrada para o atendimento à mulher, para acesso à rede que oferecer prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama. Um dos elos dessa corrente é o Ambulatório de Patologias Mamárias, que funciona no bairro Alto Cafezal. Médico responsável pela unidade, o mastologista Carlos Giandon alerta para a doença e explica como funciona o atendimento.

O câncer de mama, quando detectado na fase inicial (tumores de até dois centímetros e com menos de dois anos) tem probabilidades de cura acima de 75%. Em alguns casos, a chance de sucesso no tratamento chega a 90%. O dado é positivo, mas nem sempre esse diagnóstico precoce acontece.

O ambulatório, equipado com aparelho de ultrassom e estrutura para biópsia, é considerado atendimento secundário. Já a rede básica é classificada como primária. É onde as mulheres são atendidas diariamente, com queixas ou não, que podem indicar a suspeita da doença.

Essa estrutura foi conquistada em 2007, por meio da parceria entre a Prefeitura de Marília e Santa Casa de Misericórdia de Marília, mediante aprovação de projeto e financiamento do Instituto Avon. Durante esse período, o ambulatório já realizou um total de 8.132 atendimentos, além de 4.972 exames de ultrassonografia, 101 biópsias. Foram confirmados 66 casos da doença.

Carlos Giandon participou da estruturação do serviço e afirma que com o ambulatório e a capacitação da rede básica, somada aos dois hospitais (Santa Casa e HC) referenciados pelo Sistema Único de Saúde para atender as mulheres com diagnóstico positivo, Marília tem uma situação diferenciada em relação a grande maioria dos municípios.

“O tempo entre a consulta na unidade de saúde próximo de casa e o tratamento hospitalar, quando necessário, é bastante curto em nossa cidade, como deve ser. Por isso é importante que seja feito o acompanhamento. O autoexame e o exame clínico são muito importantes”, afirmou o médico.

Giandon afirma que, apesar do aumento do número de novos casos, as mortes têm se mantido estáveis. Em Marília, segundo o médico, entre 20 e 25 mulheres morrem por ano com a doença. Um dos motivos de não haver aumento na mortalidade, é o avanço no diagnóstico precoce.

Entre as principais causas do crescimento da incidência estão sedentarismo, obesidade, uso indiscriminado de terapias hormonais, aumento do número de mulheres sem filhos e mães (de 1º filho) após os 30 anos, além de deixar de amamentar. Os últimos fatores citados estão relacionados à exposição a hormônios.

PREVENÇÃO

O Ministério da Saúde preconiza que o exame clínico das mamas deve ser feito anualmente, já na mesma consulta em que a mulher realizar o papanicolau. Pode ser feito por um médico ou por enfermeira treinada. Além disso, a partir dos 20 anos, é importante fazer o autoexame das mamas uma vez por mês, logo após a menstruação.

Giandon explica que há ainda, como recurso para prevenção, a mamografia a cada dois anos, indicada pelo Ministério da Saúde para mulheres a partir dos 50 anos. Para quem tem casos de câncer de mama na família (irmã, mãe ou filha) antes dos 50 anos ou já teve em uma das mamas, o exame pode começar a ser feito aos 35.

“Em outubro acontece a campanha, a informação se intensifica, mas é importante lembrar do câncer de mama o ano todo. O assunto precisa ser conversado nas famílias, é necessário superar a desinformação e manter o cuidado com a saúde”, destacou o médico especialista.

CAMINHADA

OUTUBRO ROSA 2017Para incentivar os eventos, a decoração e iluminação de espaços na cor rosa e as atividades de livre iniciativa, Marília promove neste sábado (30) a “Caminhada Outubro Rosa 2017”, com saída na rua Nove de Julho, em frente ao Camelódromo, às 09h30.

Basta comparecer, preferencialmente, com alguma camiseta ou adereço nas cores rosa ou branco. Haverá distribuição do laço símbolo da campanha. A proposta é uma manhã festiva, com música, animação e muita informação sobre o combate ao câncer de mama.

A ideia surgiu da reunião de dezenas de entidades e organizações, em encontro organizado pela Prefeitura de Marília, por meio das secretarias da Saúde e da Cultura. Os preparativos foram definidos em duas reuniões, coordenadas pela secretária municipal da Saúde, Kátia Ferraz Santana.

Por meio da Secretaria Municipal da Cultura, a Prefeitura de Marília está organizando um calendário unificado para facilitar a divulgação das ações. Entidades, órgãos públicos e empresas que farão atividades relacionadas neste mês podem enviar um e-mail para agendaculturalmarilia@gmail.com e informar nome do evento, data e hora, local, descrição breve da atividade, realização e telefone para mais informações (site ou telefone).

 CÂNCER DE MAMA – SINAIS E SINTOMAS

 É importante que as mulheres observem suas mamas sempre que se sentirem confortáveis para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem técnica específica, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias.

 Os principais sinais e sintomas do câncer de mama são:

 – Caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente, indolor;

– Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;

– Alterações no bico do peito (mamilo);

– Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço;

– Saída espontânea de líquido dos mamilos

 As mulheres devem procurar imediatamente um serviço para avaliação diagnóstica ao identificarem alterações persistentes nas mamas. No entanto, tais alterações podem não ser câncer de mama.

 

Fotos: Julio César de Carlis

‘Saúde’ realiza mais de mil cirurgias da demanda reprimida

Das 1.281 pequenas cirurgias da demanda reprimida restam apenas 213 para serem realizadas

A Secretaria Municipal da Saúde divulgou nesta quarta-feira, 27, que neste ano já foram realizadas 1.068 pequenas cirurgias da demanda reprimida de 1.281 encontradas por esta gestão em janeiro de 2017.

Segundo Eliana Morari, responsável pelo Departamento de Regulação da Secretaria, essas cirurgias restantes devem ser realizadas nos próximos meses e o balanço não inclui as realizadas no mês de setembro.

Além das cirurgias da demanda reprimida de anos anteriores, que estão sendo realizadas, as cirurgias da demanda atual, ou seja, deste ano, também estão em dia. Os meses de janeiro e agosto foram os que registraram maior procura por procedimentos. Em janeiro foram realizados 241 enquanto em agosto foram 170.

Monica Arf , coordenadora de Saúde do Centro de Especialidades, informa que essas pequenas cirurgias não precisam de centro cirúrgico e são todas realizadas no Centro de Especialidades, que atende, inclusive,  todas as Unidades Básica de Saúde e Estratégias da Saúde da Família.

Todos os procedimentos da demanda reprimida e da demanda de 2017 são  realizadas com médicos e recursos da Prefeitura de Assis.

Marília notifica caso de leishmaniose no Santa Antonieta e intensifica ações de combate

A Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Marília confirmou um caso de leishmaniose visceral humana no bairro Santa Antonieta (zona norte). Foi a segunda notificação positiva deste ano no bairro e a 13ª na cidade. As ações de controle, por meio dos agentes de endemias que atuam no bairro, estão sendo redobradas. Trabalho educativo é realizado também pela Divisão de Zoonoses. Não houve nenhum caso de óbito neste ano pela doença.

O morador, um homem de 68 anos, foi à unidade de saúde com febre, palidez, queixa de fraqueza e dor torácica. Foi constatada hepatomegalia (aumento do fígado) e ele precisou ser internado para tratamento. Já houve alta médica e o caso está sendo acompanhado pela unidade de saúde do bairro.

A enfermeira Alessandra Arrigoni Mosquini, supervisora da Vigilância Epidemiológica do município, explica que a leishmaniose visceral em humanos foi registrada pela primeira vez na cidade em 2011. Nos anos seguintes, a transmissão foi esporádica. No ano passado, a transmissão tornou-se intensa.

“Diferente de outras doenças como a dengue essa parasitose leva alguns meses para apresentar os sintomas. Estamos constatando, hoje, casos em que a pessoa pode ter contraído a doença há oito meses. Não podemos dizer que vamos acabar com a leishmaniose, mas acreditamos que é possível, a médio prazo, controlar e reduzir a transmissão no município”, disse Alessandra.

Para isso, o Grupo Técnico formado por profissionais da Vigilância Epidemiológica, Divisão de Zoonoses e Atenção Básica, com apoio da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias), coordena e orienta uma série de atividades. Os trabalhos são acompanhados pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo e supervisionadas pelo órgão.

TRIPÉ DE AÇÕES

Os técnicos acreditam, conforme Alessandra, que a intensificação da Educação em Saúde (divulgação; orientação; abordagem próxima à comunidade, nas escolas, nas igrejas), combinadas com o manejo ambiental do lixo orgânico e o inquérito canino para identificação dos reservatórios (cães contaminados) podem levar ao controle da leishmaniose. É a chamada tríade, ou “tripé de ações”.

Não é possível estimar, porém, em quanto tempo será possível relacionar a queda das notificações ao resultado do trabalho. Pelo fato da doença ter um ciclo longo, é provável que as ações atuais na região de intensa transmissão (Jânio Quadros/Alcides Matiuzzi) surtam efeito a partir de 2018. Mas para isso, o estado de alerta precisar ser mantido.

Desde julho, força-tarefa da Divisão de Zoonoses e outros setores da Saúde, com apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, realiza a tríade nos dois bairros citados. Na semana passada, a área de abrangência foi ampliada para o JK.

SINTOMAS INCLUEM AUMENTO DE FÍGADO, PÂNCREAS E BAÇO; DOENÇA TRANSMITIDA PELO ‘PALHA’ PODE MATAR

Pequeno inseto, menor que o Aedes, se reproduz e prolifera em matéria orgânica

A leishmaniose é causada por um protozoário transmitido pela picada do Lutzomyia longipalpis, conhecido como “mosquito palha”. O pequeno inseto se alimenta do sangue de cães, porcos e galinhas. Se reproduz facilmente em meio a matéria orgânica, encontrada nos quintais. Entre os sintomas da doença em humanos está a hepatosplenomegalia, ou seja, aumento do fígado, baço e pâncreas. Há risco de morte.

Os cães, além de serem contaminados e desenvolverem a Leishmaniose Visceral Canina, tornam-se hospedeiros do protozoário causador a doença. A transmissão ocorre quando o mosquito pica um animal doente e, em seguida, um humano.

Por isso a importância da limpeza dos quintais e higiene e cuidado com a saúde dos animais domésticos. Os chiqueiros e galinheiros devem ser eliminados da zona urbana. O município de Marília, inclusive, já iniciou autuações visando o cumprimento dessa norma.

SINTOMAS

A Leishmaniose em humanos é caracterizada por febre de longa duração, perda de peso, fraqueza muscular e anemia, entre outras manifestações, como hepatosplenomegalia. Quando não tratada, pode provocar a morte em mais de 90% dos casos.

Em cães, podem ocorrer perda de peso, falta de apetite, apatia, feridas de pele que não cicatrizam, feridas nas orelhas, lesões oculares, falta de pelo entorno dos olhos. Nos casos em que os rins são afetados, os animais bebem muita água e urinam em grande quantidade. Os sintomas também demoram a surgir nos cães, que podem transmitir a doença mesmo sendo assintomáticos.

Atualmente, conforme protocolo do Ministério da Saúde, o tratamento do cão é admitido mediante a responsabilidade do tutor, mas não assegura o fim do ciclo de transmissão da doença para outros cães e também para humanos.

 

Foto: Júlio César de Carlis

Saúde na Rua’ lança novo formato de ação comunitária e aproxima serviços da população

Projeto-piloto iniciado pela Prefeitura Municipal de Marília, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, pretende levar serviços para diversas regiões da cidade e distritos. A iniciativa “Saúde na Rua” foi lançada na manhã de sábado (16), no bairro Costa e Silva.

O balanço da ação foi divulgado pela organização e inclui a realização de 31 testes rápidos, 18 avaliações pelo Caoim (Centro de Atendimento à Obesidade Infantil de Marília), centenas de atendimento em aferição de pressão arterial, orientações em geral e vacinas.

Moradora na zona sul há mais de 20 anos, a aposentada Maria do Carmo Oliveira, 75, conta que não se recorda de iniciativa semelhante. Ela foi à casa da filha, próxima da praça, e aproveitou para levar os netos e conferir os serviços no evento da Secretaria Municipal de Saúde.

“Para as crianças é ótimo. A gente também aproveita para ver como está a saúde”, afirma a idosa.

O também aposentado José Martins foi com a esposa e também aprovou o ‘Saúde na Rua’, como evento para toda a família. “Muito bom, assim pertinho de casa. Precisa ter mais”, sugeriu o morador.

Além dos serviços de saúde (orientações em relação a zoonoses, atividade física, saúde bucal, prevenção e diagnóstico de Aids), ação contou ainda com recreação para as crianças, pipoca, algodão-doce, atrações culturais, exposição e venda de produtos artesanais produzidos nas comunidades, serviços de estética e massagem (parceria com a Efac), e divulgação/serviços dos cursos de moda e da área da saúde da Faip/Faef.

Contou ainda com a presença da Pastoral da Sobriedade e a ONG “Anjos de Patas”, que promoveu feira de adoção de animais, em parceria com a Divisão de Zoonoses. A Pastoral da Sobriedade da Comunidade de Santa Rita abordou o importante tema e divulgou o serviço oferecido à população.

A secretária municipal de Saúde, Kátia Ferraz Santana, agradeceu aos parceiros e destacou que o projeto-piloto está sendo avaliado, será aperfeiçoado, ampliado em suas parceiras e nos serviços próprios da Saúde e executado com regularidade. “A proposta surgiu do interesse dos próprios servidores, visando proporcionar um dia de intensas atividades, celebrando a saúde e a vida”, afirmou.

 

Fotos: Divulgação e Júlio César de Carlis

Assis registra seis casos de Dengue em 2017

A Secretaria Municipal da Saúde de Assis, através da Vigilância Epidemiológica, intensifica ações de prevenção em todos os bairros do Município contra o mosquito Aedes Aegypti, que já apresentam resultados surpreendentes ao longo deste ano, comparado ao ano de 2016.

Divididos por setores, agentes da Saúde visitam residências da cidade para vistorias em quintais e orientação aos moradores quanto aos cuidados necessários para eliminação dos criadouros do mosquito.

Um comparativo ao ano de 2016 mostra que os números de casos positivos chegaram a 133, enquanto este ano, até a primeira quinzena de setembro, foram registrados 6 casos positivos.

Segundo a enfermeira e coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Nilsa Leite, toda a população deve continuar mantendo seus quintais limpos para que não haja proliferação de mosquitos, “porque o trabalho é constante e a luta contra a Dengue é diária”, enfatiza.

De acordo com o coordenador do Departamento de Controle de Endemias, Cícero Motta, os agentes percorrem todos os bairros conforme cronograma previsto e durante as visitas realizam orientações de prevenção aos moradores.

“Ao receber o agente de Saúde em sua residência, o morador recebe explicações e demais orientações quanto aos cuidados necessários no combate ao mosquito transmissor da Dengue e, em caso do surgimento de larvas, realizam toda a retirada do foco, com até mesmo a nebulização in loco”, explica Cícero, para quem o cuidado deve ser redobrado, principalmente em períodos de estiagem, quando o clima esquenta.

Ele ressalta que todos os objetos que ficam expostos no tempo devem ser eliminados, pois podem acumular água e contribuir para a proliferação do mosquito, inclusive a limpeza frequente de calhas e caixas d’água.

Para Fabiano Morelli, secretário Municipal da Saúde, os dados, comparados ao ano passado, são bastante satisfatórios, o que sinaliza o bom serviço que está sendo realizado e a conscientização da população.

“No ano passado foram registrados 133 casos positivos de Dengue e com o trabalho de intensificação dos trabalhos realizados pelos agentes da Saúde e conscientização da população, que tem estado mais atenta aos cuidados que devem ser tomados, foram registrados apenas 6 casos positivos neste ano. O Poder Público está fazendo sua parte e a população também e assim devem continuar”, declara o secretário.

Saúde realiza Campanha de Multivacinação em crianças e adolescentes até 22 de setembro

A Secretaria Municipal da Saúde de Assis realiza no período de 11 até 22 de setembro a Campanha de Multivacinação, direcionada às crianças e adolescentes que estão com a caderneta de vacinação em atraso.

Na oportunidade, a Campanha oferece também a imunização contra o vírus influenza às crianças a partir dos 6 meses de vida até os  adolescentes de 14 anos.

De acordo com Nilsa Leite, da Vigilância Epidemiológica, o objetivo da campanha é promover a participação dos pais e responsáveis quanto à importância da atualização de todas as vacinas nessa faixa etária das crianças e adolescentes.

Nilsa lembra ainda que   pais e responsáveis que não conseguirem levar as crianças e adolescentes durante a semana, podem se programar para o próximo sábado, 16, quando acontecerá o dia D vacinação em todas as Unidades de Saúde.

Para receber a dose de vacinas é necessária a apresentação da caderneta de vacinação.

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