O Teatro Municipal de Assis recebeu na noite do último dia 30, a palestra ‘Relacionamentos Abusivos: Rompendo o Silêncio’, primeiro evento conjunto organizado pela Liga da Psiquiatria de Medicina e pelo Diretório Acadêmico de Direito, ambas as graduações da Fema.
A iniciativa traz reflexões relacionadas à violência contra a mulher, justamente no mês em que se comemorou o Dia Internacional da Mulher. O objetivo dos organizadores é mostrar o âmbito psiquiátrico e jurídico dos relacionamentos abusivos, sua origem, suas causas e como combatê-los tanto do ponto de vista da Medicina quanto do Direito.
“Precisamos entender essa violência em grandes ou pequenos cenários’, diz o psiquiatra e professor na Medicina da Fema, Ricardo Beauchamp, um dos apoiadores do evento. “As grandes violências são fáceis de ser vistas, mas as pequenas, como a interrupção de fala, a não valorização de conceitos, são fomentadores da grande violência contra a mulher, seja verbal, física, intelectual ou sexual”.
Para a palestra, foram convidados a dra. Viviane Sponchiado, delegada de polícia titular da delegacia de defesa da mulher de Marília, e Wilson Conte de Las Villas Rodrigues, psiquiatra e perito do Tribunal de Justiça e com atuação no Hospital Regional de Assis.
Sponchiado apresentou dados da violência contra a mulher, lembrando, inclusive, do respaldo legal sobre o assunto, como a Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, das diversas normas jurídicas que protegem a mulher e também da importância da denúncia por meio do telefone 180.
Las Villas Rodrigues relatou os aspectos psiquiátricos do tema, traçando uma linha do tempo para apontar a origem desse tipo de violência e de que forma a sociedade patriarcal influencia o comportamento. O médico destacou também a importância da educação no combate a esse quadro de violência.
Dentre as reflexões propostas durante a palestra está a atuação conjunta entre profissões de diferentes áreas de conhecimento. O Hospital Regional de Assis já conta com essa inter-relação de Direito e Medicina no atendimento às vítimas de violência com o projeto Pétalas.
A Liga da Psiquiatria de Medicina e o Diretório Acadêmico de Direito avaliaram positivamente o evento. “Todos os 300 lugares do teatro foram ocupados”, diz Cléber César Cesareto, aluno do Direito. “É preciso abrir a mente das pessoas para essa questão e tantas outras que atingem a sociedade”.
(Colaborou Assessoria de Imprensa)